1 de julho de 2009

Decadência é pouco

De fato, o assunto mais falado na última semana é a morte do ídolo POP Michael Jackson, que foi uma pessoa que passou a metade da vida sendo preta e a outra metade sendo branca, mas hoje, finalmente, encontrou seu equilíbrio e virou "cinza". São nesses momentos que paramos para pensar quais os caminhos que a música popular anda trilhando, e se a comoção gerada pelo falecimento de um cantor que a mais de uma década não produzia uma música de qualidade é efeito da paixão ou do sentimento de que músicos com um pouco de talento estão indo embora e só nos restando lixos comerciais.

A decadência da música popular não é um fenômeno restrito ao território Tupiniquim, mas uma crise mundial. Países como a Itália, a França e os Estados Unidos, que outrora foram berços de músicos fabulosos como Sérgio Endrigo, Edith Piaf, Frank Sinatra entre outros, estão sofrendo uma infestação epidêmica de cantores e bandas com um gosto bastante duvidoso.

Os Norte-americanos são um dos que mais perderam a identidade musical. Um país que trouxe para o mundo o Jazz, o Blues, o Rock'n'Roll e o Rhythm'n'Blues, hoje tem por conceito de música um "negão" falando bem rápido sobre como é bom ser rico e famoso, enquanto mostra os atributos físicos de uma mulher em seu videoclipe.

Já no Brasil, a sigla MPB modificou seu significado para Música PraBulinar Brasileira. Nos é empurrado goela abaixo todo o tipo de "Mulher Quitanda", como se pra fazer sucesso bastasse mostrar a bunda e recitar letras exaltando a sexualidade de nosso povo. Sem falar na Banda Calypso. Me diga, como é possível uma mulher gorda, feia, desafinada e que dança como um zumbi com espasmos, acompanhada de seu marido mumificado com um gambá na cabeça, fazer tanto sucesso? Estamos cegos? Surdos? Gostamos de sofrer?

Incrivelmente a cada dia parece que neste fim do poço sempre cabe uma cavadinha a mais, e se você, como eu, também acha que o Michael Jackson não irá fazer falta alguma ao mundo, daqui dez anos estará torcendo para que apareça outro cantor igual a ele, mas com menos problemas psicológicos.

3 comentários:

Adriano Heidrich disse...

Dan, primeiramente parabens pelo texto, ele esta muito divertido. Porém é realmente triste ver o que a sociedade "moderna" fez com a musica. Isso me faz lembrar das "profecias" de Theodor Adorno no início do século XX quando criando conceitos como industria cultural e cultura de massas previa a morte da arte. É realmente triste saber que perdemos todos os principios éticos e artísticos em favor de uma sociedade de mercado que retira toda a dignidade de uma arte, como a música, em nome do dinheiro facil das multidões de ignorantes que veem a arte apenas como reflexo de suas proprias mediocridades.
Desculpe pela acidez, mas eu sei que vc sabe e compartilha da indignação.
Abraços e parabens novamente.
Drizão.

Marcelo Aith disse...

Dani seu texto está muito divertido, mas vou parabenizar o comentário do seu irmão. Que leitura fantástica da realidade musical.
abs
Marcelo Aith

Unknown disse...

Bom, depois do que o Dri falou, não tenho nada a declarar.
A tem sim, concordo em genero e numero.