19 de outubro de 2009

Seis Lançamentos imperdíveis

Como faz tempo que eu não me manifesto, dado a falta de tempo e, principalmente, de inspiração, vou fazer um catadão dos melhores lançamentos em DVD que saíram nas últimas semanas. Aliás, peço desculpa a toda a legião de fãs que restou desamparada nestes dias em que não escrevi, e que com certeza sentiram muito a minha falta. Em resumo: Mãe desculpa a demora.

Para as mulheres apaixonadas e os rapazes atrás de umas boas risadas, a dica é a comédia romântica "A Proposta", com a dupla Sandra Bullock e Ryan Reinolds. Lembra muito os antigos sucessos de Bullock, como "Amor a primeira vista" e "Enquanto você dormia", pois tem um ótimo "timing" de comédia e romance. Vale a pena!


Para quem tem estômago forte e adora filmes tensos, a grande dica é o suspense "A última casa". Sei que muitos irão me criticar por essa indicação, até porque conta com cenas de violência explícitas muito chocantes. Mas os fãs do gênero irão se deliciar com essa assustadora história de gato e rato. Aliás, esse filme é uma regravação do sucesso da década de 70 "Aniversário Macabro", cujo enredo é baseado em um texto de Ingmar Bergman.


Para as crianças (e adultos também), a dica é a animação "A Era do Gelo 3". Com piadas muito inteligentes e personagens extremamente carismáticos, essa sequência é, ao meu ver, a melhor de toda a série.


Para o público maduro, a grande pedida é o romance "Tinha que ser você", que além de uma história simples mais muito tocante, tem como ponto alto a aula de interpretação de Dustin Hoffman e Emma Thompson. Explora o tema amor sem ser piegas. Muito bom, mesmo!


Para quem quer um filme de peso, a dica é "Intrigas de Estado". Não bastasse o elenco estelar com Russell Crowe, Bem Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren e Robin Wright Penn, o maior destaque fica na direção com o eficientíssimo Kevin Macdonald (Que teve como filme de estreia o indicado ao Oscar "O Último Rei da Escócia"). Inteligente e intrigante, esse filme é a boa surpresa dos mais recentes "blockbusters".

Por fim, o drama "Jogada de Gênio" com o grande ator Greg Kinnear. Por ser uma história verídica sobre um das maiores ações judiciais contra uma montadora de carros nos Estados Unidos, o filme vale a pena para todos que gostariam de ver como os processos se desenrolam nos Tribunais e as consequências que trazem para a vida dos litigantes.

15 de setembro de 2009

Os não muito famosos

Esta semana as videolocadoras serão invadidas por títulos que não foram muito divulgados nos cinemas, mas alguns deles valem a pena. São filmes que, por conta da exposição monstruosa de "A era do gelo 3", "Exterminador do Futuro: A salvação" e "Transformers", foram abafados pela mídia, mas não escaparam da minha crítica.

Em primeiro lugar, o meu top, o suspense "Correndo contra o tempo". Na realidade, se fosse só pela história esse filme receberia uma nota 7,5, mas o diferencial é que se trata da obra de estréia de um diretor que, desde já, eu aposto como sendo um dos mais promissores desta geração, Alex Merkin. Esse novato conjuga belas técnicas de câmera, trilha sonora impecável e uma direção de elenco primorosa (uma vez que com os atores que ele tinha em mãos, conseguiu tirar leite de pedra). Vale a pena assistir mesmo.

Outro bom filme é "Os Cavaleiros do Apocalipse", com o ótimo ator (e pouco utilizado ultimamente) Denis Quaid. Um suspense bem no estilo "Seven", que pode não ser muito inovador ou mesmo surpreendente, mas cumpre com o que se propõe. A única reclamação é a utilização da atriz chinesa Ziyi Zhang (de "O tigre e o dragão" e "Memórias de uma Gueixa") como uma personagem adolescente (ela já está aparentando mais de 25 anos).

Para os fãs de Beyoncé, fica a dica do filme "Obsessiva". Apesar de conter cenas um tanto quanto exageradas, esse filme, que não deixa de ser um misto de "Assédio Sexual" com "Atração Fatal", diverte os telespectadores. No elenco, ainda, a belíssima Ali Larter (do seriado "Heroes").

Para quem gosta de um filme angustiante, não perca "Passageiros da Noite", que, mesmo tendo sido pouco difundido, é bem melhor que alguns outros do gênero, como são os casos dos badalados "Turistas" e "O Albergue". Esse triller prende a atenção e impacta pelas cenas violentas.

Por fim, o único que eu realmente não recomendo é o terror "A prisoneira", com a atriz Mischa Barton (A Marisa do seriado O.C.). O filme se perde no enredo, e tem um resultado confuso e pouco emocionante. Não assista mesmo!

10 de setembro de 2009

Dicas e mais dicas

Essa semana as locadoras estão recheadas de novidades. Tem de todos os estilos, gêneros e gostos, mas também algumas bombas. Para você não ficar perdido na hora de escolher o DVD que irá alugar, siga a risca essas minhas dicas.

O lançamento imperdível é "17 Outra Vez". Tá, eu sei que a história já está manjada e que filmes sobre adultos que retornam à adolescência foram feitos a rodo. Contudo, vale a pena assistir este aqui. Em primeiro lugar pela sempre ótima atuação de Matthew Perry (o Chandler do seriado Friends), e também pelas risadas garantidas.

Outra boa escolha é "Duplicidade" com Clive Owen e Julia Roberts. O filme tem que ser visto com atenção redobrada, pois existem muitas cenas que vão e voltam no tempo sem a menor indicação. Mas para os persistentes, essa aventura com comédia agradará e muito.

Para quem gosta de muita ação, eu darei uma dica atrasada, pois apesar de ter sido lançado esta semana o filme francês "B13 - ultimato" (que não é bom), procurem na locadora o primeiro filme da série que se chama apenas "B13". Ele é inovador e muito interessante (principalmente pela interação com o esporte le parkour), mas já aviso que a sequencia não vale a pena.

Para os fãs de videogames, já está disponível nas locadoras "Street Fighter - A lenda de Chun-li". Mas apesar de toda a produção e da presença da bela Kristin Kreuk (A Lana Lang da série Smallville), o filme tem qualidade razoável para ruim. Não indicado para maiores de 13 anos de idade.

Por fim, a grande decepção da semana. Baseado em um livro do grande romancista Stephen King, o filme "Sede de vinçança" não é só mau dirigido e atuado, como também tem uma história muito fraca. Parece que King não estava muito inspirado ao escrever esse enredo.

1 de setembro de 2009

Oi nóis aqui travez

Após um longo e tenebroso inverno, cá estou eu novamente. E como na semana passada eu fiquei devendo a crítica dos lançamentos em DVDs nas locadoras, vou, em primeiro lugar, pagar esta minha dívida.

Foram lançados alguns blockbusters que apesar do grande apelo de marketing e das bilheterias razoáveis que proporcionaram nos cinemas, nenhum deles chega a empolgar. O clássico exemplo é "Anjos e Demônios", com Tom Hanks (uma sequência ao "Código da Vinci"), que apesar de ser bem melhor que o primeiro filme da série, têm elementos tão impossíveis e enredo tão forçado que não pode ser levado muito a sério na hora de assisti-lo.

Outro título é o assustador "Espinhos", que chegou às locadoras com status de grande filme do gênero, uma vez que foi o grande ganhador do Screamfest do ano passado (O equivalente ao Oscar de filmes de terror), com seis estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor. Porém, o filme, ao meu ver, não deslancha e, apesar de proporcionar alguns bons momentos de tensão, tem um final sem criatividade.

Outra mega produção decepcionante é "Watchmen". Apesar de ser um fã de adaptações de histórias em quadrinhos, confesso que por muitas vezes, enquanto assistia ao filme, fiquei tentado a desligar a TV. Cometi, ainda, o erro de ver a versão do diretor, que conta com mais trinta longos e infindáveis minutos. Em suma, "Watchmen" se torna uma tortura ao estilo "noir" com mais de três horas de duração.

Por fim, o melhor de todos é a ação "Heróis", que apesar de não trazer nenhuma inovação ao gênero "pessoas comuns com super poderes", agradará a maioria pelo enredo bem amarrado e o elenco galáctico, com Dakota Fanning, Djimon Hounsou, Chris Evans e Camilla Belle.

20 de agosto de 2009

Destaques nas locadoras

Mais um final de semana se aproxima e o perigo das prateleiras de locadoras amaldiçoadas volta a assolar todos os mortais. Mas não se preocupem, esse cinéfilo de plantão poderá lhe ajudar (Não contavam com a minha astúcia). Tirando o momento imbecilidade de lado, cá estão os lançamentos da semana em DVD.

Em primeiro lugar: "Uma noite no museu 2". Para aqueles que, como eu, acharam que a sequência não iria sair melhor que o original, aí está uma grata surpresa. Com um enredo melhor amarrado, cenas mais engraçadas e uma boa aventura de pano de fundo, o segundo filme supera as expectativas e é uma ótima pedida para todas as idades.

Mais uma boa pedida, é a comédia "Eu te amo, cara", com um elenco de comediantes de primeira. O destaque especial vai para um humorista que vem fazendo muito sucesso nos Estados Unidos, Jason Segel (que você pode ver também em "Ressaca de amor" e "Ligeiramente Grávidos").

Já quem pretende assistir "Recém-chegada" com Renée Zellweger, só há uma consideração que eu devo fazer: O filme é o protótipo para o sucesso de uma comédia-romântica, mas mesmo assim não empolga. Para quem gosta do gênero ou não tem nada melhor para fazer é até que assistível.

O destaque negativo é, com certeza, o suspense "Tiro Certo" (Killshot). Com a participação de muitos astros de Hollywood, como é o caso de Diane Lane e Thomas Jane (da adaptação para as telonas dos quadrinhos "O Justiceiro"), esse filme é um festival de clichês e de cenas sem nexo. Mas o ponto baixíssimo da produção, é a atuação fraquinha de Mickey Rourke, que já fez tanta plástica e botox que conseguiu fazer o papel de um índio no filme.

Por fim, é melhor ficar bem longe de toda a leva de filmes B que chegou as prateleiras. São películas com atuações fracas, enredos batidos e pouca preocupação com os detalhes. Nesse grupo se enquadram: "Bebê a bordo", "JCVD" (chega de filme ruim com o Van Damme), "Marco zero", "Sexo & Mentiras" e "Vice - imoral".

18 de agosto de 2009

Muitas risadas

Passado o dia antes da terça-feira, e com o humor, pelo menos em parte, recuperado, cá estou eu para dar uma dica de filme para a telona. Esta semana estreia nos cinemas a comédia "Se beber, não case", uma ótima pedida para quem precisa desopilar o fígado.

Longe de ser um exemplo de cinema arte, tampouco um potencial indicado ao Oscar, esse filme despretensioso cumpre a sua meta, faz o espectador dar muitas risadas. Não dá para se conter com as cenas de um quarteto sem noção que faz de tudo para recuperar a memória do que ocorreu na noite anterior.

Minha única crítica é a mania tupiniquim de mudar o nome dos filmes, pois o título em inglês "The Hangover" (A ressaca) é muito mais apropriado, não passando a falsa impressão de ser mais uma comedinha romântica.

Ressalta-se o elenco, que apesar de desconhecido para o grande público, eleva o nível da produção, com destaque principal ao ótimo ator Bradley Cooper, que inclusive tem em seu currículo três grandes sucessos recentes que são "Ela não está tão afim de você", "Sim senhor" e "O roqueiro".

Para quem quer se divertir está dada a dica!

14 de agosto de 2009

Ao mestre com carinho

Aproveitando as festividades do que seria o aniversário de 110 anos do mestre do suspense Alfred Hitchcock, apresentarei uma seleção de suas obras imperdíveis. Aliás, que data de nascimento para um aficionado em causar medo nas pessoas, dia 13 do mês do cachorro louco. Bom, vamos às dicas.

Em primeiro lugar, o inovador e visionário "Festim Diabólico", que tem por principal característica a técnica de tempo real (hoje imitada pelo seriado 24 horas). Ademais, os cortes das cenas são feitos de forma tão gradativa que para alguns passa a impressão de que foi feito em câmera contínua, ou seja, gravado em um "take" só.

Pegando o gancho do filme citado, que foi a primeira vez que Hitchcock e James Stewart trabalharam juntos, outras três maravilhosas obras foram feitas a partir desta parceria de sucesso. Stewart atuou, também, em "Janela indiscreta", "O homem que sabia demais" e "Um corpo que cai". Para as novas gerações vai a dica: Estas três películas são imperdíveis.

Vale lembrar que os temas natureza humana e instinto assassino sempre permearam os trabalhos de Hitchcock, sendo que em muitos filmes essas características foram exploradas de forma sublime, como são os casos de "Pacto Sinistro" e "Disque M para matar".

Após os 60 anos, Hitchcock equilibrou a maturidade de um cineanista com a genialidade nata e fez seus três filmes de maior bilheteria nos cinema. Em "Trama internacional", "Os pássaros" e "Psicose", o diretor arrebatou o público e criou uma legião de seguidores, digno de qualquer estrela de Hollywood atual.

Por fim, cite-se seu último trabalho "Trama Macabra", que apesar de não ser tão genial ou inovador quanto os outros, deve ser assistido. Este filme prova que é possível terminar uma carreira com estilo e que só os grandes realmente se eternizarão por suas obras (e não por suas fofocas).

13 de agosto de 2009

O que vem aí nas locadoras

Mais uma semana que as locadoras vem com um pacote decepção total para seus clientes. Muitas estreias e pouca qualidade. A se ressaltar, mas com ressalvas, é o infanto-juvenil da Disney "A montanha enfeitiçada", com Dwayne "The Rock" Johnson. Essa adaptação de um filme de 1995 é muito bem produzida e agradará as crianças, mas só elas.

Já o canal Disney nos presenteou com a grande bomba da semana, o filme "Programa de Proteção para Princesas". Contando com a sensação teen Demi Lovato em seu elenco, o filme é bobinho, simplório e com atuações fraquíssimas. Apesar de tudo isso, se você tiver em sua casa uma menina na faixa etária dos 4 aos 10 anos, eu recomendo, mas deixe-a assistir sozinha, caso contrário correrá o risco de seu cérebro derreter e escapar pelos ouvidos.

Outra decepção é a comédia romântica "Eu odeio o dia dos namorados, que traz às telas novamente o casal Nia Vardalos e John Corbett de "O casamento grego". O filme foi escrito e dirigido por Nia, o que se nota a olho nu, pois as piadas são sem graça e a direção condescendente com a atuação caricata feita pela própria Vardalos.

Por fim, vou, por dever de blogueiro, me pronunciar sobre o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro "A partida". Esse filme japonês é depressivo e sem emoção, porém o que mais me incomoda é o fato de ter ganhado a estatueta de concorrentes tão fortes e de qualidade, como é o caso do francês "Entre os muros da escola", da animação israelense "Valsa com Bashir" e do brasileiro "Última parada 174"

12 de agosto de 2009

É difícil se divertir

Eu confesso que, hoje em dia, um dos meus grandes prazeres está cada vez mais difícil de ser apreciado, qual seja, ir até uma sala de cinema. É uma pena, pois um filme visto no cinema tem mais emoção, te envolve mais e até os trailers dos próximos lançamentos se tornam espetáculos a parte. Mas enumeremos as dificuldades para conseguir se divertir.

Em primeiro lugar, o trajeto até o shopping. Meu Deus! Em São Paulo todo caminho, por mais curto que pareça, é acrescido de uma hora parado no trânsito. Mesmo assim, se você persistiu e conseguiu chegar no shopping, vem a segunda dificuldade: Estacionar seu carro. Com a crescente onda de violência, o único passeio de um paulistano é no shopping, o que transforma a procura por uma vaga num combate medieval.

Depois, vem o problema do local para se sentar. Existem algumas salas que já contam com assentos demarcados na hora da compra do ingresso. Porém, em alguns cinemas, principalmente nos fins de semana, você tem que se apressar para entrar na sala, pois um segundo de descuido e alguém senta em um lugar e reserva as oito cadeiras do lado para os amigos (e ainda tem a cara-de-pau de falar que eles estão no banheiro. Fazendo o quê? Uma micareta?).

Outra dificuldade é conseguir prestar atenção no filme, com tanto falatório, atendimento de celulares e os assentos se tornando extensões da praça de alimentação. Não que eu seja contra a pipoca, o chocolate e o refrigerante durante o filme, mas tudo tem limite, pois eu já vi entrarem no cinema com a bandeja do MacDonalds lotada.

Mais uma crítica que eu faço é à imagem e ao som dos cinemas, pois exceto as salas 3D que te proporcionam uma experiência única de interação, as demais salas, por melhor que seja o cinema, não tem imagem e som compatíveis com os home theaters e telas de LCDs que encontramos no mercado.

Mas mesmo com todos esses problemas, eu não dispenso esse programa. Pode me chamar de masoquista, porém, essa saidinha cultural, por mais comercial que pareça, ainda assim, vale todos os esforços para esse cinéfilo de plantão.

10 de agosto de 2009

Sorte ou Revés

Se existe mais de uma maneira de se executar uma tarefa, sendo que alguma dessas maneiras pode resultar em um desastre, certamente esta será a maneira escolhida por alguém para executá-la.

Não, isso não foi retirado de uma cartilha preparatória para administradores públicos. Também não é o lema da seleção mexicana de futebol. Tampouco é a linha de defesa dos advogados do ex-prefeito Celso Pitta. Esse é o brocardo da Lei de Murphy. Para facilitar o entendimento, o resumo disso repousa no fato que se algo tem a remota chance de dar errado, dará.

Essa teoria, que exerce uma força quase que gravitacional em todo os seres humanos, tem seus fundamentos baseados na sorte. É como jogar aquele jogo Banco Imobiliário, você a qualquer momento pode parar na casinha pré-estabelecida e retirar uma carta informando que um de seus planos foi por água abaixo.

Porém, os raros momentos em que desafiamos essa máxima e obtemos êxito, enfrentamos outro problema, qual seja, a sensação posterior de que a sorte pode nos trair. É como naquele filme em que um rapaz tem uma "Premonição", consegue escapar com seus colegas de um acidente fatal, contudo, a morte continua a perseguir os personagens. Isso ocorre também com os meros mortais que ousam desafiar a Lei de Murphy. Conviver com o sentimento, quase esquisofrênico, de que o desastre está a sua espreita.

A verdade é que não podemos lutar contra a sorte ou o azar. Os erros acontecem, tanto a nosso favor como contra. A aceitação do fato que estamos a mercê de eventos aleatórios que podem influenciar o rumo de nossas vidas, é a maneira mais fácil de aceitar os desígnios de Deus. Nossa competência não é aferida pelo sucesso que obtemos, mas pela forma com que conduzimos nossos fracassos.

8 de agosto de 2009

Dica rápida

Enfim chegou o fim de semana. Após uma semana toda de estresse e tempo ruim, a melhor coisa pra fazer é não ter nada o que fazer. Mas isso não se aplica aos que tem uma mulher ao seu lado, pois se você ousar passar o sábado e domingo sentado no sofá assistindo ao campeonato Turco de pólo aquático, vai necessitar de um tímpano extra na segunda-feira.

Então, para aqueles que não sabem onde levar a namorada ou esposa, minha dica é a estreia no cinema do filme "Marido por acaso", que tem em seu elenco Uma Thurma, Colin Firth e Jefrey Dean Morgan. O filme tem todos os ingredientes para agradar o público feminino, com romance, comédia, confusões e desencontros, além de uma história bem tramada.

Se serve de consolo aos homens, o filme é bem divertido, mas o melhor é que no domingo você estará livre para acompanhar o Brasileirão na integra, calculando ponto a ponto seu desempenho no Cartola.

Boa diversão.

7 de agosto de 2009

Morre um ídolo

Ontem, morreu um dos meus maiores ídolos da adolescência, o roteirista e diretor John Hughes. Para quem não reconhece o nome, a única coisa que eu posso dizer é que com certeza você já perdeu várias horas de sessão da tarde apreciando suas obras.

Hughes não somente dirigiu como é o roteirista dos melhores filmes adolescentes da década de 80, como "Curtindo a vida adoidado", "Gatinhas e gatões", "Clube dos cinco" e "Mulher Nota 1000". Isso mesmo, ele é o verdadeiro pai de Ferris Bueller, deixou de castigo Emilio Estevez e criou em seu computador a lindíssima Kelly LeBrock.

A maioria dos filmes de Hughes contava com a participação de duas figurinhas carimbadas da comédia teen da época: A ruivinha melosa Molly Ringwald e o loirinho aguado Anthony Michael Hall.

Como diretor trabalhou apenas até a década de 90, mas seus filmes são atemporais e, até hoje, tiram risos de qualquer tipo de plateia. Citando outros títulos temos: "A malandrinha", "De volta para casa", "Ela vai ter um bebê", "Quem vê cara, não vê coração", "Antes só do que mal acompanhado" e "Ninguém segura esse bebê".

Cite-se que como roteirista seu grande sucesso foi "Esqueceram de mim" e, apesar de ter escrito poucos filmes nos últimos tempos, uma das melhores comédias românticas dessa década saiu da ponta da caneta de Hughes (Encontro de amor).

Agora que ele foi devidamente apresentado, sei que todos estão com o coração um pouquinho triste. mas tenho certeza que ídolos não morrem, porque ele continuará vivo em cada risada que sair quando alguém assistir uma estripulia de Macaulay Culkin ou vendo uma armação de Matthew Broderick na tela da tevê.

6 de agosto de 2009

Sem exceção

Bom, estava pensando como o costume é capaz de fazer citarmos frases completamente sem nexo e mesmo assim parecer um verdade absoluta, como é o caso de "Deus ajuda quem cedo madruga". Ora se isso fosse realidade, minha percepção de inferno teria que mudar, pois saem os diabinhos com tridentes na mão, e entram os vigilantes nortunos excomungados.

Porém, os ditos populares eu até relevo, mas tem uma frase que me incomoda muito, até porque ela é dotada de um revestimento quase científico, como se fosse o grande dogma da vida. É aquele teorema de que "toda regra tem exceção". Aliás, já peço desculpas antecipadamente a todos aqueles que estão lendo caretas essa coluna, pois o assunto para melhor aprofundamento necessita de uma viagem digna de L.S.D.

Ora, essa frase se desmente em si mesma, pois se toda regra tem exceção, existe uma exceção a essa regra também. Logo, existe uma regra sem exceção. Analisando por outro enfoque, se consideramos verdade que toda regra tem exceção, a regra "toda regra tem exceção" seria o único caso de regra sem exceção (o que novamente faria existir uma regra sem exceção).

Eu sei, viajei na maionese legal. Mas obrigado a todos aqueles que persistiram, e releram o parágrafo anterior até que meu raciocínio fizesse lógica. Entretanto, o que se ressalta nisso tudo é porque a humanidade tem essa relação apaixonada com a exceção? Será porque a maioria das pessoas sequer sabe soletrar essa palavra?

O fato é que ser exceção não é tão glamuroso assim. Até é bacana ser uma exceção à sociedade consumista ou às massas de manobra, mas não é tão legal quando estamos dentro das estatísticas da exceção às pessoas que assiduamente tomam banho ou que mantém relação com um parceiro ou parceira.

Outra exceção que certamente muitos agora gostariam de fazer parte é das pessoas que irão ler esse texto na vida. Mas não se aborreça, pois a grande verdade que se extraí é que não existem regras, pois nossos caminhos são formados de exceções e excepcionalidades que embelezam toda a vida.

Ufa! Acabou...