O que "Indiana Jones", "Star Wars", "Supeman", "E o vento levou..." e "Casablanca" têm em comum? São filmes que se imortalizaram não só pelas histórias contadas, mas pelas músicas que embalam suas tramas. Aliás, a trilha sonora não é um mero detalhe de um filme, mas algo que ajuda a narrativa, potencializa os momentos de emoção e encorpa toda a estrutura do enredo. Assistir a um filme sem trilha sonora, ou com uma trilha desastrosa, é como ver o vídeo da viajem do seu cunhado pra Poços de Caldas no domingo depois do almoço.
Bom, de início é bom explicar que eu irei, com certeza, fazer muitas injustiças ao abordar esse tema, até porque não é matéria para um simples blog, mas para uma dissertação de doutorado. Contudo, servirá para que aquelas pessoas que não se dão conta da importância da trilha assistam ou reassistam aos filmes que serão citados com outros olhos, ou melhor, com outros ouvidos.
Minha paixão são os filmes com trilhas orquestradas, são espetáculos a parte, e nesse gênero um filme é imbatível: "Amadeus" de Milos Forman. Para quem nunca viu é uma obra obrigatória. Outro clássico da trilha orquestrada é "Tubarão" de Steven Spielberg, não pela beleza da música, mas pelo fato da trilha sonora ser o próprio personagem do filme, isto é, há cenas em que só em razão da música você sabe que o personagem tubarão esta presente.
Dos filmes mais recentes merecem destaque o belíssimo "Desejo e Reparação" de Joe Wright, cuja trilha interage com gestos e elementos físicos executados pelos personagens; o grande injustiçado do Oscar 2009 "Austrália" de Baz Luhrmann, cuja orquestração é toda baseada na canção "Somewhere over the rainbow"; e qualquer película dirigida por Clint Eastwood (de "Os Imperdoáveis" à "Gran Torino"), pelo fato do próprio Eastwood ser o autor de todas as trilhas de filmes que dirige.
Existem também as trilhas sonoras de filmes tiradas de músicas populares, que por vezes demonstram uma falta de criatividade dos diretores, mas para certos filmes são necessárias e encantadoras. Não poderia ser concebida a idéia de uma trilha orquestrada para "Priscilla - A rainha do deserto" de Stephan Elliott, para "Pulp fiction" ou "Kill Bill" de Quentin Tarantino ou para "The Wonders - O sonho não acabou" dirigido pelo ator Tom Hanks.
Independente de qual o estilo que você gosta, preste atenção na trilha sonora do próximo filme que assistir, pois se até uma mera viajem de elevador fica muito mais interessante se acompanhada de uma boa música, um filme pode se tornar uma experiência apaixonante quando prestamos atenção nos acordes que envolvem suas histórias.
5 comentários:
DANI, MAIS UM TEXTO GENIAL,PERFEITO.NEM SEMPRE PERCEBEMOS O QUANTO AQUELA TRILHA,AQUELA MUSICA, AQUELE SOM, É DE VITAL IMPORTANCIA A CENA.E ALGUMAS TRILHAS ENTAO, MARCA-NOS PARA O RESTO DOS NOSSOS DIAS. BASTA OUVI-LAS PARA MEXER COM NOSSAS LEMBRANÇAS E EMOÇOES.
PARABÉNS
Dani, fantástico simplismente fantástico o texto.
abs
Dani,
Vc me fez viajar longe lembrando de várias trilhas de filmes.....
Excelente texto!!!
beijos
Sou até suspeita para falar de trilhas sonoras...
a de amelie poulain é a minha favorita para estudar ou relaxar.
existem aquelas que aparecem em filmes e ficam na sua cabeça fazendo você sair da sessão e baixar a bendita melodia.talvez depois de um mes a esqueça, mas durante a semana ela estara no top 5 do seu ipod.
em filmes de romances e comedias romanticas eu literamente viajo com a trilha... e depois.. la irei novamente baixar a musica. haha
e quanto aos filmes de suspense ou de terror?! as vezes a cena nem é tão sinistra mas a musica lhe causa medo e cria espectativas.
e as dos seriados essas eu tenho cd e mais os bonos que não entram nos cds haha . A de The Oc é a minha maior trilha com certeza.
Ai ai são tantas...
Um grande beijo e parabéns pelas postagens
Dan, gostei muitissimo desse texto.
Vc chamou atenção para algo muito importante na sétima arte. Afinal não seria sétima arte se não tivesse som. Não devemos esquecer que desde o cinema "mudo" (que não era mudo mais sim não falado)a musica, através daqueles geniais pianistas improvisador norte-americanos,tem um papel importante na relação das emoções com a imagem. Tente por exemplo assistir um filme de Charles Chaplin sem som. A grande ironia disso tudo é que cada vez temos aparelhos de Home Theater mais sofisticados e cada vez menos prestamos atenção na trilha sonora e na trilha musical.
Parabens
Drizão.
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