29 de junho de 2009

O som que embala a história

O que "Indiana Jones", "Star Wars", "Supeman", "E o vento levou..." e "Casablanca" têm em comum? São filmes que se imortalizaram não só pelas histórias contadas, mas pelas músicas que embalam suas tramas. Aliás, a trilha sonora não é um mero detalhe de um filme, mas algo que ajuda a narrativa, potencializa os momentos de emoção e encorpa toda a estrutura do enredo. Assistir a um filme sem trilha sonora, ou com uma trilha desastrosa, é como ver o vídeo da viajem do seu cunhado pra Poços de Caldas no domingo depois do almoço.

Bom, de início é bom explicar que eu irei, com certeza, fazer muitas injustiças ao abordar esse tema, até porque não é matéria para um simples blog, mas para uma dissertação de doutorado. Contudo, servirá para que aquelas pessoas que não se dão conta da importância da trilha assistam ou reassistam aos filmes que serão citados com outros olhos, ou melhor, com outros ouvidos.

Minha paixão são os filmes com trilhas orquestradas, são espetáculos a parte, e nesse gênero um filme é imbatível: "Amadeus" de Milos Forman. Para quem nunca viu é uma obra obrigatória. Outro clássico da trilha orquestrada é "Tubarão" de Steven Spielberg, não pela beleza da música, mas pelo fato da trilha sonora ser o próprio personagem do filme, isto é, há cenas em que só em razão da música você sabe que o personagem tubarão esta presente.

Dos filmes mais recentes merecem destaque o belíssimo "Desejo e Reparação" de Joe Wright, cuja trilha interage com gestos e elementos físicos executados pelos personagens; o grande injustiçado do Oscar 2009 "Austrália" de Baz Luhrmann, cuja orquestração é toda baseada na canção "Somewhere over the rainbow"; e qualquer película dirigida por Clint Eastwood (de "Os Imperdoáveis" à "Gran Torino"), pelo fato do próprio Eastwood ser o autor de todas as trilhas de filmes que dirige.

Existem também as trilhas sonoras de filmes tiradas de músicas populares, que por vezes demonstram uma falta de criatividade dos diretores, mas para certos filmes são necessárias e encantadoras. Não poderia ser concebida a idéia de uma trilha orquestrada para "Priscilla - A rainha do deserto" de Stephan Elliott, para "Pulp fiction" ou "Kill Bill" de Quentin Tarantino ou para "The Wonders - O sonho não acabou" dirigido pelo ator Tom Hanks.

Independente de qual o estilo que você gosta, preste atenção na trilha sonora do próximo filme que assistir, pois se até uma mera viajem de elevador fica muito mais interessante se acompanhada de uma boa música, um filme pode se tornar uma experiência apaixonante quando prestamos atenção nos acordes que envolvem suas histórias.

27 de junho de 2009

M. Night "Hitchcock"

Não é preciso falar da genialidade do diretor Alfred Hitchcock. Ele se perpetuou no cinema como o "Mestre do suspense" e teve suas obras utilizadas como base para diversos filmes. Para os especialistas, Hitchcock é o precursor do sub-gênero de "horror movie", denominado "slasher", cujos mais famosos exemplos são "Sexta-feira 13", "O massacre da serra elétrica" e "Dia dos namorados macabro". Isso mesmo, Hitchcock é o pai dos filmes baseados em psicopatas assassinos com sua obra-prima "Psicose" de 1960.

Contudo, se destaca como um ótimo exemplo de pupilo de Hitchcock, o diretor e roteirista indiano M. Night Shyamalan que, assim como seu mestre, tem um jeito peculiar e misterioso de narrar uma história de suspense, além de também fazer pequenas aparições como ponta em seus próprios filmes.

Shyamalan, que demonstrou ser altamente imaginativo em todos os roteiros, tem por principal característica a reviravolta final em suas tramas. Iniciou a carreira dirigindo e escrevendo os filmes "Praying with anger" e "Olhos abertos", mas seu apogeu se deu com um dos suspenses mais aplaudidos das últimas décadas, o maravilhoso "O Sexto sentido", que inclusive lhe rendeu duas indicações pessoais ao Oscar (melhor diretor e melhor roteirista).

Após o extremo sucesso de "O Sexto sentido", presenteou seus novos fãs com "Corpo fechado", uma película no estilo história em quadrinhos com um desfecho misterioso e muito bem construído. Depois, dirigiu e escreveu o assustador "Sinais", uma das melhores obras do gênero Ufo, com cenas de alienígenas que deixam a plateia tensa e, mais uma vez, com um final inesperado.

Em 2004 fez o que, para mim, é o seu melhor filme. "A Vila" é uma misteriosa obra de suspense, com um fundo filosófico, baseado na parábola de Platão o mito das cavernas. Esse filme é muito bem dirigido, a fotografia e a trilha sonora são espetaculares e as atuações de Joaquim Phoenix e Bryce Dallas Howard merecem uma menção honorabilíssima.

Em "Dama na água", Shyamalan aborda um enfoque distinto. Esse filme é uma fábula e, apesar das críticas, é sensível e muito bem conduzido. Seu último filme visto nos cinemas foi o fraco "Fim dos tempos", que, apesar de não indica-lo para a maioria do público, tem um ponto de genialidade a se destacar, qual seja, a história deixa quem assiste sempre em sinal de alerta pois o "vilão" (que é o ar) está presente em todas as cenas.

Shayamalan está na pré-produção de seu mais novo filme "The Last Airbender" e o que podemos esperar é mais uma deliciosa história de um diretor que se firmou como alguém que pode até cometer deslizes e não agradar o público, mas é diferenciado na sua profissão e com potencial para fazer uma nova obra-prima a qualquer momento.

24 de junho de 2009

Sem direção - Dicas da semana

Esta semana vou fazer a abordagem dos lançamentos que chegaram em DVD nas locadoras baseado em seus diretores. Aliás, é muito comum que escolhamos um filme para assistir em razão dos atores e atrizes famosos que fazem parte do elenco, sem nos darmos conta da mente que vem por trás da história. São os diretores que conduzem a trama e, por vezes, conseguem extrair o máximo de atores desconheciodos e o mínimo de ídolos consagrados.

O primeiro filme é um exemplo clássico de extrair o máximo de atores mirins. O filme "O filho de Rambow", do diretor inglês Garth Jennings, conta a sensível história do surgimento da paixão pelo cinema em dois garotos com caracteristicas e comportamentos opostos. Aliás, Jennings consegue transportar, de uma forma lúdica e um tanto quanto autobiográfica, os espectadores à década de 80, para nos deliciarmos com as confusões das crianças que tentam, a todo custo, fazer uma versão própria do filme "Rambo - Programado para matar".

Outra dica é assitir a "Milk - A voz da igualdade", não apenas para observar a mágnifica atuação do ganhador do Oscar Sean Penn, mas para reparar na evolução qualitativa do diretor Gus Van Sant, que por muito tempo foi taxado, até que com certa razão, de diretor "cabeça", por seus filmes "Elefante" e "Paranoid Park" . Para quem assistiu "Gênio Indomável" (também de Van Sant), vai se surpreender e notar que o diretor finalmente encontrou seu ponto de equilíbrio.

Mais um filme a ser citado é "Coraline e o mundo secreto" de Henry Selick. Em primeiro lugar, apesar do nome e de ter sido classificado como Livre, este filme não é infantil. Se seu filho ou filha não forem diagnosticados como casos grave de sociopata insensível infantil ou se você não quiser transmitir à sua prole traumas irreversiveis de separação, não é recomendado que crianças abaixo dos 12 anos vejam o filme. Contudo, analisando a película, "Coraline" é uma animação que beira a perfeição técnica, lembrando muito outro filme dirigido por Selick, com a parceria de Tim Burton, "O Estranho mundo de Jack".

Também existe o caso do diretor arruinar um filme, como acontece em "Quarentena" de John Erick Dowdle. Alguns meses após o lançamento do espetacular terror espanhol "[Rec]" de Jaume Balagueró, Dowdle resolveu, de forma arrogante, fazer uma versão americana, que, em muitos momentos, beira a cópia. No entanto, para não parecer uma mera dublagem do original, o diretor de "Quarentena" faz a modificação de um elemento do enredo que desencadeia na total falta de nexo da cena final.

Já Rodrigo Garcia, no filme "Passageiros", mostrou ter tanta habilidade na direção quanto um garoto em sua primeira aula de autoescola. Apesar de contar no elenco com a competentíssima indicada ao Oscar Anne Hataway, Rodrigo Garcia falha feio na condução da trama, tanto que o desfecho se torna previsível já na metade do filme, o que é um erro crasso em um suspense.

Terminamos com a direção de Rowan Woods em "O efeito da fúria", que pode ser comparada a uma velhinha guiando até a reunião da terceira idade. O caminho é lento e monótono para chegar num local que ninguém faria questão de estar. E olha que no elenco do filme estão Kate Beckinsale, Dakota Fanning, Guy Pearce e os ganhadores de Oscar Forest Whitaker e Jennifer Hudson.

23 de junho de 2009

Cebolinha na visão de Tarantino

Para aqueles que conseguem ver além dos exageros e da violência, os filmes do diretor Quentin Tarantino são obras a serem degustadas. São tentativas constantes de mudança de narrativa; técnicas de direção arrojadas; trilhas sonoras eletrizantes. Mas há ainda uma cereja em cima do bolo em suas películas. Sempre esperamos por uma teoria espirituosa e inteligente sobre um assunto sem relevância.

São inúmeros exemplos: As teorias sobre gorjeta e a música "like a virgen" no imperdível "Cães de aluguel"; A piada sem noção contada a um barman em "A balada do pistoleiro"; O paralelo entre o super-homem e as fraquezas humanas em "Kill Bill"; A célebre afirmação de que "Top Gun" é um filme homossexual em "Vem dormir comigo"; A explicação sobre o nome do Big Mac na Holanda em "Pulp Fiction" etc.

Por sinal, esse tema foi objeto de uma recente paródia do ator Selton Mello, denominada "Tarantino's Mind", com a participação de Seu Jorge, que você pode assistir aqui no Blog (É só clicar na telinha do filme que fica ao lado das mensagens postadas).

Bem, irei me aventurar nesta praia, pois eu tenho uma teoria relevante sobre algo irrelevante. O Cebolinha, aquele personagem de desenhos de Maurício de Souza, é a personificação daquela pessoa competitiva e invejosa que tanto nos incomoda no trabalho ou na vida pessoal. Por sinal, quem não tem um Cebolinha na sua vida.

De certo que o perfil Cebolinha é daquele encosto que sempre deseja aquilo que temos, que quer fazer tudo igualzinho ao que fazemos e com uma mania de grandeza e um egocentrismo exacerbado.

Veja como se aplica. O maior desejo do Cebolinha é um objeto que não lhe pertence (o coelinho Sansão da Mônica) e, como não o tem, usa de maledicências e injúrias para denegrir as pessoas (ele sempre pixa os muros com ofensas a Mônica). A mania de grandeza também é uma caracteristica que vemos (ele sempre tem um plano INFALÍVEL).

Outro ponto a se ressaltar é que, assim como as pessoas competitivas, o Cebolinha se cerca de indivíduos com pouca, ou quase nenhuma, autoestima, para que possa subjugá-los (tanto que seu melhor amigo é o Cascão, um garoto sem asseio pessoal e facilmente manipulável).

Por fim, vale a pena falar que esse tipo de indivíduo tira qualquer um do sério, pois suas táticas são tão persistentes e irritantes que é difícil manter a calma. Mas cuidado, assim como acontece com a Mônica, se lutarmos por nossos direitos ou defendermos o que é nosso, nós é que passamos por "briguentos" e "rabugentos".

22 de junho de 2009

Chuck Norris ou Gandhi?

Quem dentre nós, dos 20 aos 70 anos, que nunca assistiu a um filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, Charles Bronson, Chuck Norris ou Vin Diesel? São, em sua maioria, filmes despretensiosos, divertidos, com pouca história e um mote: Vingança. Assistimos, colados à tela da TV, aquela pancadaria marinada a um banho de sangue e não nos damos por satisfeitos com a mera prisão do vilão, ele tem que sofrer, ele tem que morrer.

Vou logo dizendo que sou contra aqueles que dizem que os videogames e o cinema estão influenciando nossas crianças e as tornando violentas e impiedosas. Muito pelo contrário, acho que este tipo de jogos e filmes são bem recebidos pelo público porque cada qual tem arraigado dentro de si um lado sádico e usa estes meios de entretenimento como válvula de escape.

Entretanto, nos últimos tempos, não sei se em razão das pessoas assistirem a poucos filmes ou se a ficção já não serve mais como alento para liberar nossas frustrações e agressividades, estamos travando verdadeiras guerras urbanas e, por conta própria e por julgamento próprio, estamos nos vingando de todos aqueles que achamos ser os vilões de nossas histórias.

Na semana passada, assisti a uma cena dantesca que foi propagada por quase todos os canais de televisão. Uma briga de trânsito em Santa Catarina filmada em seus mínimos detalhes que teve de tudo. Agressão a um idoso; mulheres se defendendo com paus e porretes; um garoto cravando uma caneta na cabeça de uma jovem. Nem Tarantino teria uma mente tão imaginativa.

Baseamos nossas vidas mais em "Difícil de Matar", que em "Gandhi". Queremos que nossas contendas tenham um desfecho mais próximo de "Rambo", do que de "A Lista de Schindler". Aliás, se pudéssemos re-escrever "A Paixão de Cristo", Pedro viria armado de uma metralhadora, resgataria Jesus e mataria todo o exército Romano.

Devemos nos conscietizar que o rumo que estamos tomando é de mão única. A paciência no trânsito, no trabalho ou até dentro de casa não é só uma virtude, como uma necessidade. Nossa geração sedenta por "vendetta", seria muito melhor recompensada se perdoasse os erros dos outros.

Piada já pronta

Antes de qualquer coisa, e antes que outro faça a piada, eu juro que quando me falaram que o ex-zagueiro da seleção Ricardo iria assumir o comando do São Paulo, eu torci para que fosse o Ricardo Rocha.

Mas eu tenho duas teorias para a contratação do Ricardo Gomes; a primeira é que, como ele foi o técnico fracassado da seleção eliminada no pré-olímpico pelo Paraguai com um gol do De Vaca, o Tricolor resolveu contrata-lo para ver se ele já adquiriu experiência e pode evitar que o São Paulo perca do Tabajara, que têm como centroavante a "Vaca".

E a outra teoria é que, dado o relacionamento muito bom de Ricardo Gomes com a CBF (Ele é conselheiro da Confederação, não?), o São Paulo, sem querer e sem qualquer tipo de interesse escuso, descobriu nele um grande treinador e que, talvez, ajude o clube a emplacar o Murumbi como estádio oficial da abertura da Copa de 2014.

Outra coisinha, não sei se só eu percebi, mas o Buffon estava com um jeitão de dopado no jogo contra o Brasil. O cara estava levando de três e dava risada, ficava se olhando no telão, piscou pra câmera e, ao sair de campo, abraçou o Luis Fabiano como se fosse seu melhor amigo.

Rumo à Segundona. Avante Tricolor.

20 de junho de 2009

Eu sou a adaptação de mim mesmo.

Existem histórias fantásticas trazidas às telas de cinema que, por muitas vezes, merecem ser recontadas. Seja pela mudança das relações interpessoais que vivemos, seja pela alteração da situação fática ou contexto históricos que nos encontramos, essas novas versões de filmes são denominadas Adaptações.

Ao analisar a semântica da palavra, percebemos que o significado de adaptação é a acomodação às condições, ou seja, a boa adaptação é aquela que não é o mero decalque do filme original, como é o caso de "Vanilla Sky", cópia idêntica do espanhol "Abra los ojos", mas sim aquela película que traz uma nova contextualização ao filme homenageado.

Destaca-se nesse gênero, o western "Sete homens e um destino", que por incrível que pareça é uma adaptação de um filme de Akira Kurosawa, "Os sete samurais", fazendo a transposição da história passada em um Japão feudal para uma América recém colonizada. Aliás, esse não é o único western tirado de uma obra de Kurosawa; o esplêndido diretor Sérgio Leone também fez o filme "Por um punhado de dólares" baseado em "Yojimbo, o guarda-costa".

Outra obra memorável é "Scarface" de Brian de Palma, que é a adaptação de um filme homônimo, cujo subtítulo é "A vergonha de uma nação". Estes dois filmes têm como essencial diferença a mudança do contexto histórico da América, sendo que o primeiro trata da Lei Seca da década de 30, enquanto o segundo fala da invasão das drogas latinas da década de 70.

Obras do gênio do suspense Alfred Hitchcook também foram adaptadas, como é o caso de "Psicose" e de "Um crime perfeito", com Michael Douglas, Viggo Mortensen e Gwyneth Paltrow no elenco, que é a adaptação de "Disque M para matar".

É bem comum ouvir, hoje em dia, que precisamos nos adaptar às novas situações, ao colapso da econômia mundial, aos tempos "modernos". Mas não se engane, apesar de nas crises a adaptação ser drástica e, por muitas vezes, traumática, a cada dia somos uma adaptação, mal feita ou bem feita, de nós mesmos.

17 de junho de 2009

Dicas do Dani

Esse final de semana têm Formula 1.... Aêêêê!!! Bem, para todos aqueles que, como eu, preferem ajudar a sua a arrumar o armário de louças, a assistir o Galvão Bueno narrar corrida de carro, tenho algumas dicas de DVD. Aliás, por falar em carro, o que me lembra "volante", parabéns ao Ramires (seleção) e ao Elias (corinthians) pelas partidaças.

As videolocadoras receberam esta semana uma enxurrada de lançamentos, mas cuidado ao andar por entre as prateleiras para não cair no encanto daquela capinha do filme que, no final, demonstra ser a sétima maravilha do mundo de Hades.

Existem as escolhas óbvias que são os filmes de Oscar, como é o caso de "Quem quer ser um milionário?" e "O curioso caso de Benjamin Button". Mas se já os tiver assistido, um título que merece ser apreciado é "O menino do pijama listrado", com a boa atriz Vera Farmiga.

Para quem gosta de Épicos, tem o filme sueco "Arn, o cavaleiro templário", bem no estilo de "Tristão e Isolda", e que agradou tanto o público que já tem uma continuação finalizada que deve chegar no início de 2010 nas locadoras.

Por fim, vale a pena conferir "Ele não está tão afim de você", comédia romântica com um elenco de dar inveja (Scarlett Johansson, Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Drew Barrymore e Ben Affleck).

Não posso esquecer de falar dos arrependimentos garantidos. São eles: O híper melodramático açucarado "Duas Semanas"; O sem-graça e escatológico "Pagando bem, que mal que tem"; O cortejo fúnebre "O retorno de um herói" (Literalmente é 1h30 assistindo um cara acompanhando um caixão); E o terror trash "Dia dos namorados macabro" (Que por sinal, vê-lo no cinema 3D não foi tão ruim).

Cuidado aos que, mesmo após minhas críticas, se sentirem tentados a locar uma dessas quatro bombas. É o que os especialistas chamam de "efeito chá de pilha". Todo mundo diz que se tomar morre, mas mesmo assim tem um louco que experimenta.

Boa diversão e "Vamo São Paulo".

Síndrome de Perseu

Muitos conhecem a lenda mitológica de Perseu. Aquele jovem herói que armado de sua inteligência (E de uma espada bem grande e um escudo) decapitou a terrível Medusa. Não bastasse, no caminho de volta para casa, matou um monstro marinho e libertou a adorável Andrômeda que vinha sendo mantida em cativeiro, acorrentada a um rochedo.

Mas o que poucos sabem é que a história não termina aí. De volta a sua terra, Perseu, ao participar de um evento esportivo, fez um lançamento desastroso de disco e matou, acidentalmente, seu avô.

Bem, isso eu chamo de Síndrome de Perseu. São aquelas fases da nossa vida, em que apesar de fazermos tudo certo, seguindo os passos de outros momentos em que tivemos êxito, acontece uma caca e dá tudo errado.

Isso não vale só para meus colegas de profissão, mas médicos, estudantes, esportistas e até donas de casa têm essa síndrome. E o mais incrível é que a expressão "pior impossível" parece não valer para os momentos em que estamos acometidos por essa pavorosa patologia.
Mas caros amigos, não se preocupem, as coisas passam, a vida flui e tudo se transforma. Lentamente as coisas voltam ao seu lugar e o "fator sorte" parece estar novamente ao nosso lado.

Moral dessa história? É que assim como Perseu, nossas vidas também são destinadas aos momentos de fracasso, mas também como o nosso herói mitológico citado, o que restará na lembrança serão as nossas glórias e as coisas que fizemos de bom para outras pessoas.

16 de junho de 2009

As 30 melhores comédias românticas dos últimos anos

Apesar de já terem se passado quatro dias do Dia dos Namorados, estou postando, o que, a meu ver, são as trinta melhores comédias românticas da última década, para assistir do ladinho de sua amada, ou seu amado.
São imperdíveis e, caso você não tenha assistido alguma, corra para a locadora neste final de semana e alugue. Aliás, com o frio que anda fazendo em São Paulo, a dica é ver um destes filmes comendo um Fondue e bebendo um vinhozinho.
OBS: não estão em ordem de preferência:
1) Amor à Segunda Vista: Com o mestre da comédia romântica Hugh Grant e a namoradinha da América Sandra Bullock.
2) Casamento Grego: Não tem como não comparar com alguma festa de casamento que já estivemos.
3) Como perder um homem em dez dias: Um dos mais engraçados pares românticos de todos os tempos (Kate Hudson e Matthew McConaughey).
4) Como se fosse a primeira vez: Uma obra genial de Adam Sandler e com a encantadora Drew Barrymore.
5) Do que as mulheres gostam: Eu queria poder ler o pensamento da minha mulher também.
6) De repente 30: Uma versão feminina de Quero ser Grande, mas sem incorrer no mesmismo.
7) E se fosse verdade: Reese Whiterspoon está impagável. E Mark Rufallo perfeito.
8) Encontro de amor: A história da Cinderela latina interpretada por Jennifer Lopes.
9) Hitch - Conselheiro Amoroso: Eu devia ter contratado o Will Smith quando tinha 13 anos.
10) Mamma Mia: A perfeita combinação de romantismo com uma soltada de franga ao som de Abba.
11) Muito bem acompanhada: Com um show de atuação de Debra Messing (do seriado Will and Grace).
12) Noiva em fuga: Acredito que todas as mulheres acham um sacrilégio abandonar o Richard Gere no altar.
13) O amor está no ar: É uma excelente comédia francesa com a ganhadora do Oscar por Piaf (Marion Cotillard).
14) O amor não tira férias: Com um elenco estelar (Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black).
15) O Diário de Bridget Jones (1 e 2): Duas vezes engraçado.
16) O Melhor Amigo da Noiva: Este valeria só pelo ator (Patrick Dempsey) que já embalou muita sessão da tarde da década de 80 com os filmes Namorada de Aluguel e Loverboy.
17) Sem Reservas: Filme delicioso, inclusive pelos pratos servidos.
18) Sob o sol de Toscana: Ótima pedida para quem foi chutado pelo namorado(a), com Diane Lane.
19) Três vezes amor: Também com um elenco estelar, mostrando como se deve contar uma história.
20) Um caso a três: Aliás, Mathew Perry (O Chandler de Friends) está espetacular como sempre.
21) Um lugar chamado Nothing Hill: O maior clássico da comédia romântica atual e o par mais improvável (Julia Roberts e Hugh Grant).
22) Vestida para casar: Com a belíssima Katherine Heigl (seriado Grey`s Anatomy).
23) Winbledon: Que transforma um jogo monótono em uma diversão sem tamanho.
24) ABC do amor: A única comédia romântica pré-adolescente da história. Me fez lembrar da minha infância. ............Rosemary........
25) Apenas amigos: Com Amy Smart e Ryan Reinalds, nesse filme eu me identifiquei com o protagonista.
26) Afinado no amor: Também com o par Sandler e Barrymore, embalado com os clássicos da música da década de 80.
27) Dança Comigo?: Com Jennifer Lopes encantadora no papel de uma professora de dança. Até parece que o Richard Gere foi fazer aula de dança só para se distrair!!!!!!!
28) E agora, o que é que eu faço?: Apesar de um elenco desconhecido para a maioria, um filme muito bem dirigido e atuado.
29) Letra e música: A música tema não sairá da sua cabeça.
30) Tenha fé: A disputa amorosa entre um padre e um rabino.