16 de julho de 2009

To be or not to be?

Vou começar contando uma pequena história sobre um rapaz ateu que estava ouvindo uma rádio que noticiava um alagamento trágico no nordeste que deixou centenas de desabrigados. Em dado momento, o repórter que cobria o evento entrevistou uma senhora que, com a voz embargada, lamentava seus prejuízos. A senhora, então, fez uma prece, que por trás continha um apelo. Disse ela: "Eu sei que Deus vai me dar tudo o que eu perdi".

O rapaz ateu, ao ouvir aquilo na rádio, ficou profundamente incomodado com a fé demasiada que a senhora tinha por Deus, mas tocado pela história trágica, e aproveitando da ótima situação financeira em que se encontrava, resolveu fazer a doação de todos os móveis que ela necessitava. Entretanto, tal caridade tinha um fundo malicioso, vez que o rapaz encomendou todos os objetos, mas pediu para que o entregador falasse a senhora que quem estava dando tudo aquilo era o Diabo.

Alguns dias depois, o entregador voltou à casa do rapaz e narrou o que havia acontecido. Disse que chegou com os móveis e a senhora surpresa começou a chorar e beijar as suas mãos. Após descarregar tudo do caminhão e sem que a senhora tenha feito qualquer menção sobre a procedência de tudo que lhe foi dado, o entregador perguntou: "A senhora não quer saber quem lhe deu tudo isso?". E a senhora, no alto de sua simplicidade respondeu: "Não carece filho, pois quando Deus quer até o Diabo obedece".

Bem, essa historinha me leva a um ponto: O que vem a ser um ateu? É fato que hoje em dia tudo fica fora de moda tão rápido que alguns não se dizem mais ateus, mas sim agnósticos, querendo subentender que não professam sua fé. Em primeiro lugar não professar a fé é caso puro e simples de apatia, pois o agnosticismo vem a ser a crença de que não é possível comprovar a existência de um Ser Supremo e, por esse motivo, não há influência alguma de Deus em nossas vidas.

Para os agnósticos eu tenho apenas uma argumentação. Por muitos e muitos séculos era impossível provar a existência do oxigênio e mesmo assim ele existia e era essencial às nossas vidas. Já aos ateus eu ofereço a minha dúvida: Se algo não existe, porque eu devo me rotular como quem não acredita? Por exemplo, se eu fundar os "Não crentes em acéfalos-equinos", duvido que muitos iriam se chamar assim só porque não acreditam em Mula sem cabeça.

Em tempos de "Código Da Vinci" e "Anjos e Demônios", a verdade é que uma vida sem fé, é uma vida sem esperança na bondade e, independente de qual religião você faz parte, a figura de Deus como um Ser Supremo que pode influenciar positivamente em nossas vidas não é um mero detalhe cientifico, mas uma forma de crescimento pessoal indispensável.

Um comentário:

adriano heidrich disse...

Dan, parabéns pelos textos. li todos desde 8 de julho, que inclusive é o do seu aniversário, e estão ótimos.
Parabens mesmo, sabe que o tempo esta curto, mas, vez enquando, vou dando as minhas olhadinhas e me divertindo.

Uma grande abraço.

Drizão.