20 de agosto de 2009

Destaques nas locadoras

Mais um final de semana se aproxima e o perigo das prateleiras de locadoras amaldiçoadas volta a assolar todos os mortais. Mas não se preocupem, esse cinéfilo de plantão poderá lhe ajudar (Não contavam com a minha astúcia). Tirando o momento imbecilidade de lado, cá estão os lançamentos da semana em DVD.

Em primeiro lugar: "Uma noite no museu 2". Para aqueles que, como eu, acharam que a sequência não iria sair melhor que o original, aí está uma grata surpresa. Com um enredo melhor amarrado, cenas mais engraçadas e uma boa aventura de pano de fundo, o segundo filme supera as expectativas e é uma ótima pedida para todas as idades.

Mais uma boa pedida, é a comédia "Eu te amo, cara", com um elenco de comediantes de primeira. O destaque especial vai para um humorista que vem fazendo muito sucesso nos Estados Unidos, Jason Segel (que você pode ver também em "Ressaca de amor" e "Ligeiramente Grávidos").

Já quem pretende assistir "Recém-chegada" com Renée Zellweger, só há uma consideração que eu devo fazer: O filme é o protótipo para o sucesso de uma comédia-romântica, mas mesmo assim não empolga. Para quem gosta do gênero ou não tem nada melhor para fazer é até que assistível.

O destaque negativo é, com certeza, o suspense "Tiro Certo" (Killshot). Com a participação de muitos astros de Hollywood, como é o caso de Diane Lane e Thomas Jane (da adaptação para as telonas dos quadrinhos "O Justiceiro"), esse filme é um festival de clichês e de cenas sem nexo. Mas o ponto baixíssimo da produção, é a atuação fraquinha de Mickey Rourke, que já fez tanta plástica e botox que conseguiu fazer o papel de um índio no filme.

Por fim, é melhor ficar bem longe de toda a leva de filmes B que chegou as prateleiras. São películas com atuações fracas, enredos batidos e pouca preocupação com os detalhes. Nesse grupo se enquadram: "Bebê a bordo", "JCVD" (chega de filme ruim com o Van Damme), "Marco zero", "Sexo & Mentiras" e "Vice - imoral".

18 de agosto de 2009

Muitas risadas

Passado o dia antes da terça-feira, e com o humor, pelo menos em parte, recuperado, cá estou eu para dar uma dica de filme para a telona. Esta semana estreia nos cinemas a comédia "Se beber, não case", uma ótima pedida para quem precisa desopilar o fígado.

Longe de ser um exemplo de cinema arte, tampouco um potencial indicado ao Oscar, esse filme despretensioso cumpre a sua meta, faz o espectador dar muitas risadas. Não dá para se conter com as cenas de um quarteto sem noção que faz de tudo para recuperar a memória do que ocorreu na noite anterior.

Minha única crítica é a mania tupiniquim de mudar o nome dos filmes, pois o título em inglês "The Hangover" (A ressaca) é muito mais apropriado, não passando a falsa impressão de ser mais uma comedinha romântica.

Ressalta-se o elenco, que apesar de desconhecido para o grande público, eleva o nível da produção, com destaque principal ao ótimo ator Bradley Cooper, que inclusive tem em seu currículo três grandes sucessos recentes que são "Ela não está tão afim de você", "Sim senhor" e "O roqueiro".

Para quem quer se divertir está dada a dica!

14 de agosto de 2009

Ao mestre com carinho

Aproveitando as festividades do que seria o aniversário de 110 anos do mestre do suspense Alfred Hitchcock, apresentarei uma seleção de suas obras imperdíveis. Aliás, que data de nascimento para um aficionado em causar medo nas pessoas, dia 13 do mês do cachorro louco. Bom, vamos às dicas.

Em primeiro lugar, o inovador e visionário "Festim Diabólico", que tem por principal característica a técnica de tempo real (hoje imitada pelo seriado 24 horas). Ademais, os cortes das cenas são feitos de forma tão gradativa que para alguns passa a impressão de que foi feito em câmera contínua, ou seja, gravado em um "take" só.

Pegando o gancho do filme citado, que foi a primeira vez que Hitchcock e James Stewart trabalharam juntos, outras três maravilhosas obras foram feitas a partir desta parceria de sucesso. Stewart atuou, também, em "Janela indiscreta", "O homem que sabia demais" e "Um corpo que cai". Para as novas gerações vai a dica: Estas três películas são imperdíveis.

Vale lembrar que os temas natureza humana e instinto assassino sempre permearam os trabalhos de Hitchcock, sendo que em muitos filmes essas características foram exploradas de forma sublime, como são os casos de "Pacto Sinistro" e "Disque M para matar".

Após os 60 anos, Hitchcock equilibrou a maturidade de um cineanista com a genialidade nata e fez seus três filmes de maior bilheteria nos cinema. Em "Trama internacional", "Os pássaros" e "Psicose", o diretor arrebatou o público e criou uma legião de seguidores, digno de qualquer estrela de Hollywood atual.

Por fim, cite-se seu último trabalho "Trama Macabra", que apesar de não ser tão genial ou inovador quanto os outros, deve ser assistido. Este filme prova que é possível terminar uma carreira com estilo e que só os grandes realmente se eternizarão por suas obras (e não por suas fofocas).

13 de agosto de 2009

O que vem aí nas locadoras

Mais uma semana que as locadoras vem com um pacote decepção total para seus clientes. Muitas estreias e pouca qualidade. A se ressaltar, mas com ressalvas, é o infanto-juvenil da Disney "A montanha enfeitiçada", com Dwayne "The Rock" Johnson. Essa adaptação de um filme de 1995 é muito bem produzida e agradará as crianças, mas só elas.

Já o canal Disney nos presenteou com a grande bomba da semana, o filme "Programa de Proteção para Princesas". Contando com a sensação teen Demi Lovato em seu elenco, o filme é bobinho, simplório e com atuações fraquíssimas. Apesar de tudo isso, se você tiver em sua casa uma menina na faixa etária dos 4 aos 10 anos, eu recomendo, mas deixe-a assistir sozinha, caso contrário correrá o risco de seu cérebro derreter e escapar pelos ouvidos.

Outra decepção é a comédia romântica "Eu odeio o dia dos namorados, que traz às telas novamente o casal Nia Vardalos e John Corbett de "O casamento grego". O filme foi escrito e dirigido por Nia, o que se nota a olho nu, pois as piadas são sem graça e a direção condescendente com a atuação caricata feita pela própria Vardalos.

Por fim, vou, por dever de blogueiro, me pronunciar sobre o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro "A partida". Esse filme japonês é depressivo e sem emoção, porém o que mais me incomoda é o fato de ter ganhado a estatueta de concorrentes tão fortes e de qualidade, como é o caso do francês "Entre os muros da escola", da animação israelense "Valsa com Bashir" e do brasileiro "Última parada 174"

12 de agosto de 2009

É difícil se divertir

Eu confesso que, hoje em dia, um dos meus grandes prazeres está cada vez mais difícil de ser apreciado, qual seja, ir até uma sala de cinema. É uma pena, pois um filme visto no cinema tem mais emoção, te envolve mais e até os trailers dos próximos lançamentos se tornam espetáculos a parte. Mas enumeremos as dificuldades para conseguir se divertir.

Em primeiro lugar, o trajeto até o shopping. Meu Deus! Em São Paulo todo caminho, por mais curto que pareça, é acrescido de uma hora parado no trânsito. Mesmo assim, se você persistiu e conseguiu chegar no shopping, vem a segunda dificuldade: Estacionar seu carro. Com a crescente onda de violência, o único passeio de um paulistano é no shopping, o que transforma a procura por uma vaga num combate medieval.

Depois, vem o problema do local para se sentar. Existem algumas salas que já contam com assentos demarcados na hora da compra do ingresso. Porém, em alguns cinemas, principalmente nos fins de semana, você tem que se apressar para entrar na sala, pois um segundo de descuido e alguém senta em um lugar e reserva as oito cadeiras do lado para os amigos (e ainda tem a cara-de-pau de falar que eles estão no banheiro. Fazendo o quê? Uma micareta?).

Outra dificuldade é conseguir prestar atenção no filme, com tanto falatório, atendimento de celulares e os assentos se tornando extensões da praça de alimentação. Não que eu seja contra a pipoca, o chocolate e o refrigerante durante o filme, mas tudo tem limite, pois eu já vi entrarem no cinema com a bandeja do MacDonalds lotada.

Mais uma crítica que eu faço é à imagem e ao som dos cinemas, pois exceto as salas 3D que te proporcionam uma experiência única de interação, as demais salas, por melhor que seja o cinema, não tem imagem e som compatíveis com os home theaters e telas de LCDs que encontramos no mercado.

Mas mesmo com todos esses problemas, eu não dispenso esse programa. Pode me chamar de masoquista, porém, essa saidinha cultural, por mais comercial que pareça, ainda assim, vale todos os esforços para esse cinéfilo de plantão.

10 de agosto de 2009

Sorte ou Revés

Se existe mais de uma maneira de se executar uma tarefa, sendo que alguma dessas maneiras pode resultar em um desastre, certamente esta será a maneira escolhida por alguém para executá-la.

Não, isso não foi retirado de uma cartilha preparatória para administradores públicos. Também não é o lema da seleção mexicana de futebol. Tampouco é a linha de defesa dos advogados do ex-prefeito Celso Pitta. Esse é o brocardo da Lei de Murphy. Para facilitar o entendimento, o resumo disso repousa no fato que se algo tem a remota chance de dar errado, dará.

Essa teoria, que exerce uma força quase que gravitacional em todo os seres humanos, tem seus fundamentos baseados na sorte. É como jogar aquele jogo Banco Imobiliário, você a qualquer momento pode parar na casinha pré-estabelecida e retirar uma carta informando que um de seus planos foi por água abaixo.

Porém, os raros momentos em que desafiamos essa máxima e obtemos êxito, enfrentamos outro problema, qual seja, a sensação posterior de que a sorte pode nos trair. É como naquele filme em que um rapaz tem uma "Premonição", consegue escapar com seus colegas de um acidente fatal, contudo, a morte continua a perseguir os personagens. Isso ocorre também com os meros mortais que ousam desafiar a Lei de Murphy. Conviver com o sentimento, quase esquisofrênico, de que o desastre está a sua espreita.

A verdade é que não podemos lutar contra a sorte ou o azar. Os erros acontecem, tanto a nosso favor como contra. A aceitação do fato que estamos a mercê de eventos aleatórios que podem influenciar o rumo de nossas vidas, é a maneira mais fácil de aceitar os desígnios de Deus. Nossa competência não é aferida pelo sucesso que obtemos, mas pela forma com que conduzimos nossos fracassos.

8 de agosto de 2009

Dica rápida

Enfim chegou o fim de semana. Após uma semana toda de estresse e tempo ruim, a melhor coisa pra fazer é não ter nada o que fazer. Mas isso não se aplica aos que tem uma mulher ao seu lado, pois se você ousar passar o sábado e domingo sentado no sofá assistindo ao campeonato Turco de pólo aquático, vai necessitar de um tímpano extra na segunda-feira.

Então, para aqueles que não sabem onde levar a namorada ou esposa, minha dica é a estreia no cinema do filme "Marido por acaso", que tem em seu elenco Uma Thurma, Colin Firth e Jefrey Dean Morgan. O filme tem todos os ingredientes para agradar o público feminino, com romance, comédia, confusões e desencontros, além de uma história bem tramada.

Se serve de consolo aos homens, o filme é bem divertido, mas o melhor é que no domingo você estará livre para acompanhar o Brasileirão na integra, calculando ponto a ponto seu desempenho no Cartola.

Boa diversão.

7 de agosto de 2009

Morre um ídolo

Ontem, morreu um dos meus maiores ídolos da adolescência, o roteirista e diretor John Hughes. Para quem não reconhece o nome, a única coisa que eu posso dizer é que com certeza você já perdeu várias horas de sessão da tarde apreciando suas obras.

Hughes não somente dirigiu como é o roteirista dos melhores filmes adolescentes da década de 80, como "Curtindo a vida adoidado", "Gatinhas e gatões", "Clube dos cinco" e "Mulher Nota 1000". Isso mesmo, ele é o verdadeiro pai de Ferris Bueller, deixou de castigo Emilio Estevez e criou em seu computador a lindíssima Kelly LeBrock.

A maioria dos filmes de Hughes contava com a participação de duas figurinhas carimbadas da comédia teen da época: A ruivinha melosa Molly Ringwald e o loirinho aguado Anthony Michael Hall.

Como diretor trabalhou apenas até a década de 90, mas seus filmes são atemporais e, até hoje, tiram risos de qualquer tipo de plateia. Citando outros títulos temos: "A malandrinha", "De volta para casa", "Ela vai ter um bebê", "Quem vê cara, não vê coração", "Antes só do que mal acompanhado" e "Ninguém segura esse bebê".

Cite-se que como roteirista seu grande sucesso foi "Esqueceram de mim" e, apesar de ter escrito poucos filmes nos últimos tempos, uma das melhores comédias românticas dessa década saiu da ponta da caneta de Hughes (Encontro de amor).

Agora que ele foi devidamente apresentado, sei que todos estão com o coração um pouquinho triste. mas tenho certeza que ídolos não morrem, porque ele continuará vivo em cada risada que sair quando alguém assistir uma estripulia de Macaulay Culkin ou vendo uma armação de Matthew Broderick na tela da tevê.

6 de agosto de 2009

Sem exceção

Bom, estava pensando como o costume é capaz de fazer citarmos frases completamente sem nexo e mesmo assim parecer um verdade absoluta, como é o caso de "Deus ajuda quem cedo madruga". Ora se isso fosse realidade, minha percepção de inferno teria que mudar, pois saem os diabinhos com tridentes na mão, e entram os vigilantes nortunos excomungados.

Porém, os ditos populares eu até relevo, mas tem uma frase que me incomoda muito, até porque ela é dotada de um revestimento quase científico, como se fosse o grande dogma da vida. É aquele teorema de que "toda regra tem exceção". Aliás, já peço desculpas antecipadamente a todos aqueles que estão lendo caretas essa coluna, pois o assunto para melhor aprofundamento necessita de uma viagem digna de L.S.D.

Ora, essa frase se desmente em si mesma, pois se toda regra tem exceção, existe uma exceção a essa regra também. Logo, existe uma regra sem exceção. Analisando por outro enfoque, se consideramos verdade que toda regra tem exceção, a regra "toda regra tem exceção" seria o único caso de regra sem exceção (o que novamente faria existir uma regra sem exceção).

Eu sei, viajei na maionese legal. Mas obrigado a todos aqueles que persistiram, e releram o parágrafo anterior até que meu raciocínio fizesse lógica. Entretanto, o que se ressalta nisso tudo é porque a humanidade tem essa relação apaixonada com a exceção? Será porque a maioria das pessoas sequer sabe soletrar essa palavra?

O fato é que ser exceção não é tão glamuroso assim. Até é bacana ser uma exceção à sociedade consumista ou às massas de manobra, mas não é tão legal quando estamos dentro das estatísticas da exceção às pessoas que assiduamente tomam banho ou que mantém relação com um parceiro ou parceira.

Outra exceção que certamente muitos agora gostariam de fazer parte é das pessoas que irão ler esse texto na vida. Mas não se aborreça, pois a grande verdade que se extraí é que não existem regras, pois nossos caminhos são formados de exceções e excepcionalidades que embelezam toda a vida.

Ufa! Acabou...

5 de agosto de 2009

O que não assistir

Essa semana as videolocadoras se tornaram uma decepção para os amantes da sétima arte. Grandes lançamentos foram programados, contudo, em sua grande maioria de qualidade extremamente duvidosa. A se destacar apenas "X-men Origens: Wolverine", com Hugh Jackman, que apesar de não ser melhor que os outros filmes da série, ainda tem muita ação para entreter os fãs de adaptações de quadrinhos.

Um blockbuster que estreia e tem todos os elementos para ficar bem longe de seu DVD player é "Anjos da Noite - a rebelião". Com um elenco B (comparado aos dois filmes anteriores) e uma história que já havia sido contada em partes em "Anjos da Noite - a evolução", esse filme é o típico chá de pilha.

Outro arrasa quarteirão que não vingou é "Velozes e Furiosos 4". A tentativa de trazer de volta todo o elenco que participou do grande sucesso do primeiro filme da série restou frustrada, e o filme, exageros a parte, não passa de uma cópia cansativa de outras películas de ação.

Mais uma bomba com status de super-produção nacional é "Divã". Nem a atuação corretinha de Lília Cabral salva esse filme, que falha no enredo, na narrativa, na direção e nas piadas sem graça. Até os amantes das novelas da Globo não irão gostar. Minha dica é: Espere para assistir "A mulher invisível".

Por fim, a porcaria master da semana é "O menino da porteira". Tentando pegar carona no sucesso de "Dois filhos de Francisco", esse filme com atuações grotescas (principalmente do cantor Daniel) é algo a se esquecer, principalmente por José Abreu, que aceitou participar deste projeto.