Esta semana vou fazer a abordagem dos lançamentos que chegaram em DVD nas locadoras baseado em seus diretores. Aliás, é muito comum que escolhamos um filme para assistir em razão dos atores e atrizes famosos que fazem parte do elenco, sem nos darmos conta da mente que vem por trás da história. São os diretores que conduzem a trama e, por vezes, conseguem extrair o máximo de atores desconheciodos e o mínimo de ídolos consagrados.
O primeiro filme é um exemplo clássico de extrair o máximo de atores mirins. O filme "O filho de Rambow", do diretor inglês Garth Jennings, conta a sensível história do surgimento da paixão pelo cinema em dois garotos com caracteristicas e comportamentos opostos. Aliás, Jennings consegue transportar, de uma forma lúdica e um tanto quanto autobiográfica, os espectadores à década de 80, para nos deliciarmos com as confusões das crianças que tentam, a todo custo, fazer uma versão própria do filme "Rambo - Programado para matar".
Outra dica é assitir a "Milk - A voz da igualdade", não apenas para observar a mágnifica atuação do ganhador do Oscar Sean Penn, mas para reparar na evolução qualitativa do diretor Gus Van Sant, que por muito tempo foi taxado, até que com certa razão, de diretor "cabeça", por seus filmes "Elefante" e "Paranoid Park" . Para quem assistiu "Gênio Indomável" (também de Van Sant), vai se surpreender e notar que o diretor finalmente encontrou seu ponto de equilíbrio.
Mais um filme a ser citado é "Coraline e o mundo secreto" de Henry Selick. Em primeiro lugar, apesar do nome e de ter sido classificado como Livre, este filme não é infantil. Se seu filho ou filha não forem diagnosticados como casos grave de sociopata insensível infantil ou se você não quiser transmitir à sua prole traumas irreversiveis de separação, não é recomendado que crianças abaixo dos 12 anos vejam o filme. Contudo, analisando a película, "Coraline" é uma animação que beira a perfeição técnica, lembrando muito outro filme dirigido por Selick, com a parceria de Tim Burton, "O Estranho mundo de Jack".
Também existe o caso do diretor arruinar um filme, como acontece em "Quarentena" de John Erick Dowdle. Alguns meses após o lançamento do espetacular terror espanhol "[Rec]" de Jaume Balagueró, Dowdle resolveu, de forma arrogante, fazer uma versão americana, que, em muitos momentos, beira a cópia. No entanto, para não parecer uma mera dublagem do original, o diretor de "Quarentena" faz a modificação de um elemento do enredo que desencadeia na total falta de nexo da cena final.
Já Rodrigo Garcia, no filme "Passageiros", mostrou ter tanta habilidade na direção quanto um garoto em sua primeira aula de autoescola. Apesar de contar no elenco com a competentíssima indicada ao Oscar Anne Hataway, Rodrigo Garcia falha feio na condução da trama, tanto que o desfecho se torna previsível já na metade do filme, o que é um erro crasso em um suspense.
Terminamos com a direção de Rowan Woods em "O efeito da fúria", que pode ser comparada a uma velhinha guiando até a reunião da terceira idade. O caminho é lento e monótono para chegar num local que ninguém faria questão de estar. E olha que no elenco do filme estão Kate Beckinsale, Dakota Fanning, Guy Pearce e os ganhadores de Oscar Forest Whitaker e Jennifer Hudson.
Um comentário:
muito bom.
minha dica para o blog é que fale sobre os filmes do star wars.
Postar um comentário