Quem dentre nós, dos 20 aos 70 anos, que nunca assistiu a um filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, Charles Bronson, Chuck Norris ou Vin Diesel? São, em sua maioria, filmes despretensiosos, divertidos, com pouca história e um mote: Vingança. Assistimos, colados à tela da TV, aquela pancadaria marinada a um banho de sangue e não nos damos por satisfeitos com a mera prisão do vilão, ele tem que sofrer, ele tem que morrer.
Vou logo dizendo que sou contra aqueles que dizem que os videogames e o cinema estão influenciando nossas crianças e as tornando violentas e impiedosas. Muito pelo contrário, acho que este tipo de jogos e filmes são bem recebidos pelo público porque cada qual tem arraigado dentro de si um lado sádico e usa estes meios de entretenimento como válvula de escape.
Entretanto, nos últimos tempos, não sei se em razão das pessoas assistirem a poucos filmes ou se a ficção já não serve mais como alento para liberar nossas frustrações e agressividades, estamos travando verdadeiras guerras urbanas e, por conta própria e por julgamento próprio, estamos nos vingando de todos aqueles que achamos ser os vilões de nossas histórias.
Na semana passada, assisti a uma cena dantesca que foi propagada por quase todos os canais de televisão. Uma briga de trânsito em Santa Catarina filmada em seus mínimos detalhes que teve de tudo. Agressão a um idoso; mulheres se defendendo com paus e porretes; um garoto cravando uma caneta na cabeça de uma jovem. Nem Tarantino teria uma mente tão imaginativa.
Baseamos nossas vidas mais em "Difícil de Matar", que em "Gandhi". Queremos que nossas contendas tenham um desfecho mais próximo de "Rambo", do que de "A Lista de Schindler". Aliás, se pudéssemos re-escrever "A Paixão de Cristo", Pedro viria armado de uma metralhadora, resgataria Jesus e mataria todo o exército Romano.
Devemos nos conscietizar que o rumo que estamos tomando é de mão única. A paciência no trânsito, no trabalho ou até dentro de casa não é só uma virtude, como uma necessidade. Nossa geração sedenta por "vendetta", seria muito melhor recompensada se perdoasse os erros dos outros.
3 comentários:
Dan, primeiramente parabens pelo blog e pela a iniciativa. Os textos estão demais. Dei muita risada com eles e achei que o conteúdo esta muito bom. Fica a sugestão de um dia vc fazer um texto sobre a porcaria que anda a musica popular.
abraços.
Drizão
Música popular, esse é um bom tema a ser abordado Drizão. Abraços e continue no Blog.
Ótimas comparações!!! A vida realmente imita a arte. Infelizmente temos que reconhecer que Chuck Norris tá ganhando essa briga.... hehehe
beijos,
Su
Postar um comentário