20 de junho de 2009

Eu sou a adaptação de mim mesmo.

Existem histórias fantásticas trazidas às telas de cinema que, por muitas vezes, merecem ser recontadas. Seja pela mudança das relações interpessoais que vivemos, seja pela alteração da situação fática ou contexto históricos que nos encontramos, essas novas versões de filmes são denominadas Adaptações.

Ao analisar a semântica da palavra, percebemos que o significado de adaptação é a acomodação às condições, ou seja, a boa adaptação é aquela que não é o mero decalque do filme original, como é o caso de "Vanilla Sky", cópia idêntica do espanhol "Abra los ojos", mas sim aquela película que traz uma nova contextualização ao filme homenageado.

Destaca-se nesse gênero, o western "Sete homens e um destino", que por incrível que pareça é uma adaptação de um filme de Akira Kurosawa, "Os sete samurais", fazendo a transposição da história passada em um Japão feudal para uma América recém colonizada. Aliás, esse não é o único western tirado de uma obra de Kurosawa; o esplêndido diretor Sérgio Leone também fez o filme "Por um punhado de dólares" baseado em "Yojimbo, o guarda-costa".

Outra obra memorável é "Scarface" de Brian de Palma, que é a adaptação de um filme homônimo, cujo subtítulo é "A vergonha de uma nação". Estes dois filmes têm como essencial diferença a mudança do contexto histórico da América, sendo que o primeiro trata da Lei Seca da década de 30, enquanto o segundo fala da invasão das drogas latinas da década de 70.

Obras do gênio do suspense Alfred Hitchcook também foram adaptadas, como é o caso de "Psicose" e de "Um crime perfeito", com Michael Douglas, Viggo Mortensen e Gwyneth Paltrow no elenco, que é a adaptação de "Disque M para matar".

É bem comum ouvir, hoje em dia, que precisamos nos adaptar às novas situações, ao colapso da econômia mundial, aos tempos "modernos". Mas não se engane, apesar de nas crises a adaptação ser drástica e, por muitas vezes, traumática, a cada dia somos uma adaptação, mal feita ou bem feita, de nós mesmos.

2 comentários:

Marcelo Aith disse...

Dani, meu caro! que graça teria a vida se não pudessemos reinventar as nossas histórias!
Parabéns pelo texto.
Marcelo

Sumaya Aith disse...

O importante é que nós pelo menos tentemos, a cada dia, ser uma versão melhorada de nós mesmos....
Muito interessante o post!!
beijos,
Sumaya