12 de agosto de 2009

É difícil se divertir

Eu confesso que, hoje em dia, um dos meus grandes prazeres está cada vez mais difícil de ser apreciado, qual seja, ir até uma sala de cinema. É uma pena, pois um filme visto no cinema tem mais emoção, te envolve mais e até os trailers dos próximos lançamentos se tornam espetáculos a parte. Mas enumeremos as dificuldades para conseguir se divertir.

Em primeiro lugar, o trajeto até o shopping. Meu Deus! Em São Paulo todo caminho, por mais curto que pareça, é acrescido de uma hora parado no trânsito. Mesmo assim, se você persistiu e conseguiu chegar no shopping, vem a segunda dificuldade: Estacionar seu carro. Com a crescente onda de violência, o único passeio de um paulistano é no shopping, o que transforma a procura por uma vaga num combate medieval.

Depois, vem o problema do local para se sentar. Existem algumas salas que já contam com assentos demarcados na hora da compra do ingresso. Porém, em alguns cinemas, principalmente nos fins de semana, você tem que se apressar para entrar na sala, pois um segundo de descuido e alguém senta em um lugar e reserva as oito cadeiras do lado para os amigos (e ainda tem a cara-de-pau de falar que eles estão no banheiro. Fazendo o quê? Uma micareta?).

Outra dificuldade é conseguir prestar atenção no filme, com tanto falatório, atendimento de celulares e os assentos se tornando extensões da praça de alimentação. Não que eu seja contra a pipoca, o chocolate e o refrigerante durante o filme, mas tudo tem limite, pois eu já vi entrarem no cinema com a bandeja do MacDonalds lotada.

Mais uma crítica que eu faço é à imagem e ao som dos cinemas, pois exceto as salas 3D que te proporcionam uma experiência única de interação, as demais salas, por melhor que seja o cinema, não tem imagem e som compatíveis com os home theaters e telas de LCDs que encontramos no mercado.

Mas mesmo com todos esses problemas, eu não dispenso esse programa. Pode me chamar de masoquista, porém, essa saidinha cultural, por mais comercial que pareça, ainda assim, vale todos os esforços para esse cinéfilo de plantão.

Um comentário:

Sumaya disse...

E vc ainda esqueceu de contar aquela vez em que sentaram atrás da gente dois chineses, pai e filho. A criança não entendia português nem inglês e então o pai passou o filme inteiro traduzindo tudo para o chinês..... É muita lei de murphy mesmo!!!!!
beijos